TelmaTxr rated A Canticle for Leibowitz: 3 stars

A Canticle for Leibowitz by Walter M. Miller Jr.
Highly unusual After the Holocaust novel. In the far future, 20th century texts are preserved in a monastery, as "sacred …
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Highly unusual After the Holocaust novel. In the far future, 20th century texts are preserved in a monastery, as "sacred …

50th Anniversary Edition

"MacKayla Lane and Jericho Barrons are back and hotter than ever in Burned, the latest novel in the blockbuster Fever …

MacKayla Lane lies naked on the cold stone floor of a church, at the mercy of the erotic Fae master …

The fourth book in the Harry Potter franchise sees Harry returning for his fourth year at Hogwarts School of Witchcraft …
Uma das leituras preferidas dos últimos tempos.
Foi-me altamente recomendado por várias pessoas, entre elas a Cat_Sadiablo que foi uma querida por me ter emprestado a sua muito valiosa e muito rara cópia do livro.
Conhecia (e amava) a história e as personagens pela série de TV que afinal, foi criada a partir deste livro. No entanto, enquanto que na série de tv foquei mais a minha atenção nos amores e sofrimentos de cada uma das sete mulheres da casa, no livro também pude usufruir de um pouco de História, nomeadamente o que foi a Revolução Farropilha, que levou à desanexação do estado do Rio Grande do Sul do resto do império do Brasil. Afinal o romance entre Manuela (a minha personagem favorita da série e a narradora de partes desta história) e Garibaldi existiu mesmo e esta ainda é hoje conhecida na zona onde viveu como a "Noiva de …
Uma das leituras preferidas dos últimos tempos.
Foi-me altamente recomendado por várias pessoas, entre elas a Cat_Sadiablo que foi uma querida por me ter emprestado a sua muito valiosa e muito rara cópia do livro.
Conhecia (e amava) a história e as personagens pela série de TV que afinal, foi criada a partir deste livro. No entanto, enquanto que na série de tv foquei mais a minha atenção nos amores e sofrimentos de cada uma das sete mulheres da casa, no livro também pude usufruir de um pouco de História, nomeadamente o que foi a Revolução Farropilha, que levou à desanexação do estado do Rio Grande do Sul do resto do império do Brasil. Afinal o romance entre Manuela (a minha personagem favorita da série e a narradora de partes desta história) e Garibaldi existiu mesmo e esta ainda é hoje conhecida na zona onde viveu como a "Noiva de Garibaldi".
Além do excelente desenvolvimento da parte histórica que o livro apresenta, outro facto que o torna extraordinário é a linguagem. A mistura de termos portugueses com castelhanos poderia ter dificultado a leitura do mesmo. No entanto, Lecticia Wierzchowski é exímia na forma como o faz, nunca sendo uma leitura de difícil compreensão e ajudando até a entrar no universo que este livro retrata.
Outro ponto a favor é o retrato e o foco nas personagens femininas durante uma época tão turbolenta como é a de um cenário de guerra.
É um livro que recomendo (apesar de ser impossível de encontrar em Portugal) principalmente para quem gosta de ficção histórica e pretende ler algo não anglo-saxónico.
Estive a ver um hangout sobre este livro e, grande parte do tempo em que ouvia uma das intervenientes a falar do livro, pensava: "Não, leste tudo ao contrário! Como é que é possível alguma mulher não gostar deste livro? Ultrapassado?! Nem pensar!" E de tanto pensar isto lembrei-me que ainda não tinha escrito sobre o mesmo. Acho que, por ter feito um SLNB sobre o livro, onde falei tanto sobre ele, me meteu de ressaca até agora. Contudo, ouvir alguém expressar uma opinião tão diferente da minha fez o meu sangue ferver e por isso aqui fica a minha opinião.
A Margaret Atwood revelou ser uma escritora excepcional, apresentando no "A História de uma Serva" a possibilidade arrepiante de, o mundo como o conhecemos mudar radicalmente amanhã, ser substituído por uma sociedade teocrática e despir as suas mulheres das suas identidades e direitos.
Offred é a personagem que …
Estive a ver um hangout sobre este livro e, grande parte do tempo em que ouvia uma das intervenientes a falar do livro, pensava: "Não, leste tudo ao contrário! Como é que é possível alguma mulher não gostar deste livro? Ultrapassado?! Nem pensar!" E de tanto pensar isto lembrei-me que ainda não tinha escrito sobre o mesmo. Acho que, por ter feito um SLNB sobre o livro, onde falei tanto sobre ele, me meteu de ressaca até agora. Contudo, ouvir alguém expressar uma opinião tão diferente da minha fez o meu sangue ferver e por isso aqui fica a minha opinião.
A Margaret Atwood revelou ser uma escritora excepcional, apresentando no "A História de uma Serva" a possibilidade arrepiante de, o mundo como o conhecemos mudar radicalmente amanhã, ser substituído por uma sociedade teocrática e despir as suas mulheres das suas identidades e direitos.
Offred é a personagem que nos guia através dos eventos. Vivemos toda a história presente e passada através dela. Ela é uma serva: como mulher fértil mas com um passado considerado "imoral", foi entregue a uma família com a finalidade de procriar e fornecer-lhes uma criança. Como é uma sociedade afectada por problemas ambientais, as crianças são o seu bem mais precioso, pois são poucas as que nascem sem problemas ou sobrevivem à gestação.
Este não é um livro para entreter ou ser agradável. Não nos dá uma conclusão moral no fim, não é essa a sua finalidade. Este é um livro para nos fazer pensar: Quem somos como sociedade, o papel do homem, da mulher, da família. O poder da religião nas nossas vidas. A falta de união entre as mulheres. Quem é realmente o sexo fraco?
Agora, enquanto ouvia a opinião de alguém que não gostou do livro dizer "Oh, isto seria impossível de acontecer nos dias de hoje" percebi o papel das "Tias" neste livro. Haverá sempre alguém que vai experienciar a realidade de outra forma, e agir de outra forma. Os nossos valores moldam-nos e temos tendência a lutar por aquilo que acreditamos. Se acreditarmos na ilusão que vivemos numa sociedade livre e segura, negamos a possibilidade de vir a perder a nossa liberdade e segurança. E não lutaremos por eles quando for necessário. Não devemos viver com medo mas é nosso dever vivermos alertas para o que nos rodeia. Este é um livro escrito em 1985 mas que ainda hoje é um verdadeiro alerta: há fragilidade nas nossas instituições, há desunião no nosso sexo (feminino), há imoralidade e há fanatismo religioso. Há a possibilidade de sermos Offreds. Basta olhar para o mundo como ele é hoje e rapidamente percebemos que o mundo está cheio delas.
Então... se um ciborg tem consciência que é um, porque é que se comporta como um humano? Acho que foi a resposta a esta minha dúvida que nunca foi realmente respondida. Não podia estar à espera de muito, afinaç isto é um romance erótico e isso não interessa nada. É como ele ser vampiro e brilhar à luz do dia. Ok. Confesso que a pergunta foi suficientemente irritante para me meter comichão até ao fim da história. Não me meteu confusão que ela o visse como homem-objecto ou brinquedo para o prazer e o conto (ou noveleta?) aquece bastante nesse departamento, mas confundiu-me imenso que ele tivesse sentimentos e preferências, sendo ele uma máquina. É que estragou um bocado a piada toda de estar a ler uma história com um ciborg, porque ele parecia humano. Enfim... O conto até dá umas reviravoltas interessantes na história, dá para o Johnny ter …
Então... se um ciborg tem consciência que é um, porque é que se comporta como um humano? Acho que foi a resposta a esta minha dúvida que nunca foi realmente respondida. Não podia estar à espera de muito, afinaç isto é um romance erótico e isso não interessa nada. É como ele ser vampiro e brilhar à luz do dia. Ok. Confesso que a pergunta foi suficientemente irritante para me meter comichão até ao fim da história. Não me meteu confusão que ela o visse como homem-objecto ou brinquedo para o prazer e o conto (ou noveleta?) aquece bastante nesse departamento, mas confundiu-me imenso que ele tivesse sentimentos e preferências, sendo ele uma máquina. É que estragou um bocado a piada toda de estar a ler uma história com um ciborg, porque ele parecia humano. Enfim... O conto até dá umas reviravoltas interessantes na história, dá para o Johnny ter um momento à herói e a Milly o seu momento de vingança.
Resumo: Johnny é um ciborg que se disfarça de stripper e no seu espectáculo finge que é um ciborg. Milly, é capitã de uma nave espacial de carga e vai todas as semanas ver Johnny actuar. Os dois sentem-se atraídos um pelo outro. Quando Johnny vê que Milly vai à loja da sua "irmã" buscar um boneco de prazer para passar o fim-de-semana, ele decide agarrar a oportunidade para passar o fim-de-semana com ela. Só que Milly é alvo de um ataque ordenado pelo ex-marido e está nas mãos de ambos regressar à Terra sãos e salvos. Só que isso poderá implicar desmascarar a verdadeira identidade de Johnny.

The incomparable Nicole Jordan weaves a seductive tale of passion and betrayal, intrigue and destiny, in her most devastatingly delicious …

He is the guardian of hell, more monster than man. She is the goddess of oppression, more angel than woman. …
Desconhecia por completo esta autora e "O filho de Thor" mas conheço várias pessoas que gostam bastante dela e decidi aceitar a recomendação da Célia. Não sei bem porquê mas tinha-a associado à Anne Bishop o que agora percebo que foi um erro pois ambas são muito diferentes na escrita e universos. A escrita de Marillier é muito bonita e poética, com muita imaginação e informação histórica mas sem aquele "despejar de informação" que muitos autores acabam por fazer.
A primeira metade do "Filho de Tor" foi a que mais me custou, pois serve para contar como surgiu a amizade entre Sommerled e Eyvind, enquanto rapazes. Não morro de amores por histórias com crianças e cheguei a pensar em desistir. No entanto, a autora coloca estrategicamente alguns mistérios e conflitos que ajudaram a manter o interesse e partir para a segunda metade do livro que se passa nas Ilhas …
Desconhecia por completo esta autora e "O filho de Thor" mas conheço várias pessoas que gostam bastante dela e decidi aceitar a recomendação da Célia. Não sei bem porquê mas tinha-a associado à Anne Bishop o que agora percebo que foi um erro pois ambas são muito diferentes na escrita e universos. A escrita de Marillier é muito bonita e poética, com muita imaginação e informação histórica mas sem aquele "despejar de informação" que muitos autores acabam por fazer.
A primeira metade do "Filho de Tor" foi a que mais me custou, pois serve para contar como surgiu a amizade entre Sommerled e Eyvind, enquanto rapazes. Não morro de amores por histórias com crianças e cheguei a pensar em desistir. No entanto, a autora coloca estrategicamente alguns mistérios e conflitos que ajudaram a manter o interesse e partir para a segunda metade do livro que se passa nas Ilhas Brilhantes.
Sommerled é desde o início o aparente vilão da história. No entanto como é apenas um rapaz assustado que sofreu bastante na infância ficamos sempre na dúvida se ele é intrinsecamente mau ou apenas produto do seu meio e ambições. Depois há a sua relação com Eyvind. Este é um rapaz lutador e corajoso, de ideais e ambições simples. Só que é essa bondade inata que atrai e mantém Sommeled no seu melhor, impedindo-o de se tornar totalmente mau. Eyvind passa por várias e diversas dificuldades ao longo desta história. Sofre quando tem que agir contra aquilo que acredita e a sua recuperação acontece através de Nessa que se torna a sua mais improvável aliada. Por seu lado Nessa vive em conflito por se apaixonar por um guerreiro do grupo que está em luta com o seu povo e ajudar o seu povo a sobreviver. Foi por causa de Nessa que me apaixonei por esta história. As passagens sobre ela e a sua magia são lindíssimas e transportou-me para um tempo em que nós humanos vivíamos mais ligados à nossa Mãe-Terra.
Em resumo: adorei este livro. Começa de uma forma talvez pouco interessante e lenta mas a pouco e pouco prende-nos, principalmente através dos seus personagens, e faz-nos apaixonar por aquele bonito mundo das Ilhas Brilhantes.
Após as histórias de Olívia e Sophia Waterhouse, só faltava contar a história da amiga de ambas, Kat O'Connor. No livro anterior já tinha havido uma introdução ao (futuro) relacionamento de Kat com os gémeos Deep e Lock.
A história destes três é simples: os gémeos só são felizes quando ambos acasalam SIMULTANEAMENTE com a mesma mulher. Além disso têm uma preferência por gordinhas e um dos gémeos é bom enquanto o outro é mau. É no bom vs mau e no sexo a três em simultâneo que consiste grande parte do problema da história romântica.
Tal como nos livros anteriores, "Sought" é condimentado com muito humor e aventuras. Outros "heróis" e damas em apuro são introduzidos nesta história, nomeadamente o filho do vilão, Xairn e a Lauren, prima de Olívia e Sophia. Até agora Xairn tem me despertado muita curiosidade e vai ser interessante ver como será a história …
Após as histórias de Olívia e Sophia Waterhouse, só faltava contar a história da amiga de ambas, Kat O'Connor. No livro anterior já tinha havido uma introdução ao (futuro) relacionamento de Kat com os gémeos Deep e Lock.
A história destes três é simples: os gémeos só são felizes quando ambos acasalam SIMULTANEAMENTE com a mesma mulher. Além disso têm uma preferência por gordinhas e um dos gémeos é bom enquanto o outro é mau. É no bom vs mau e no sexo a três em simultâneo que consiste grande parte do problema da história romântica.
Tal como nos livros anteriores, "Sought" é condimentado com muito humor e aventuras. Outros "heróis" e damas em apuro são introduzidos nesta história, nomeadamente o filho do vilão, Xairn e a Lauren, prima de Olívia e Sophia. Até agora Xairn tem me despertado muita curiosidade e vai ser interessante ver como será a história dele. Prevejo que este seja venha a ser o herói mais torturado deles todos.
A mitologia destes livros continua a expandir-se mas mantém-se interessante, apresentando as várias culturas planetárias Kindred (e respectivas anatomias) que, por sua vez, originam as cenas mais cómicas ou absurdas. Estou a adorar esta saga porque tem um pouco de tudo o que eu gosto em romances "hot" com o extra do humor e do cenário sci-fi.
Eu sabia de antemão que ia sofrer no final deste livro, estava mais que avisada. Quando quase todas as opiniões que lemos começam por "O QUE É QUE ACONTECEU AQUI?!" ou "QUE FINAL FOI ESTE?" sabemos que devemos estar preparados para sofrer. Mesmo assim nada, durante dois terços do livro indicam o que vai acontecer. Ou melhor (e é nisto que eu vejo o brilhantismo de uma autora que planeou a história antes de a escrever) há indícios mas, quando a merda acontece, já é tarde demais. E como leitora fui surpreendida. Este é uma história que é uma autêntica montanha-russa de emoções negras e pesadas.
A Mackayla nunca esteve tão bem como agora. Acho que ela está mesmo no ponto: mais preparada, mais destemida, em que consegue negociar e manipular as várias partes que a tentam manipular e usar, sem ceder demasiado. A Mac está do lado da Mac …
Eu sabia de antemão que ia sofrer no final deste livro, estava mais que avisada. Quando quase todas as opiniões que lemos começam por "O QUE É QUE ACONTECEU AQUI?!" ou "QUE FINAL FOI ESTE?" sabemos que devemos estar preparados para sofrer. Mesmo assim nada, durante dois terços do livro indicam o que vai acontecer. Ou melhor (e é nisto que eu vejo o brilhantismo de uma autora que planeou a história antes de a escrever) há indícios mas, quando a merda acontece, já é tarde demais. E como leitora fui surpreendida. Este é uma história que é uma autêntica montanha-russa de emoções negras e pesadas.
A Mackayla nunca esteve tão bem como agora. Acho que ela está mesmo no ponto: mais preparada, mais destemida, em que consegue negociar e manipular as várias partes que a tentam manipular e usar, sem ceder demasiado. A Mac está do lado da Mac e de mais ninguém. Adoro-a e detesto-a. Aliás, eu adoro-a. Há muitos momentos neste livro (nos anteriores também) em que percebemos o quanto ela está sozinha e se sente sozinha. Mais do que a dor da morte da irmã é ter de lidar com toda uma realidade e não ter mais ninguém em quem confiar. E nas suas horas mais solitárias somos nós que estamos ali com ela mas não podemos, infelizmente, conforta-la.
O livro dá uma grande reviravolta no fim, passando de uma simples fantasia urbana a uma distopia, depois de um certo acontecimento de proporções apocalípticas. Mac, Dublin e o mundo: nada fica a salvo do que acontece.
Adoro a forma como Dublin é retratado nestes livros. Dublin não é apenas paisagem de fundo para enfeitar uma história. Dublin é ela própria um personagem que determina o tom, o ambiente, que se agita e sofre através dos seus habitantes. Há todo um parágrafo que resume perfeitamente tudo aquilo que esta história é, na sua essência:
And I had a startling realization: I loved this city.
Even swimming as she was with monsters, deluged by crime, tainted by the violence of the Sinsar Dubh, I loved Dublin. Had Alina felt this way? Terrified of what might come, but more alive that she'd ever been?
And more alone.
Comecei a ler este livro, sem grandes expectativas e com o desejo de querer "despachá-lo". Tinha tido grandes dificuldades na compreensão do Damon Angel e sabia que, quanto mais depressa ultrapassasse este livro (considerado por alguns fãs da saga e mesmo por indicação da autora, difícil), mais depressa poderia apreciar o resto da saga. Isto pode parecer um pouco cruel mas, quando temos uma estante que parece crescer de dia-para-dia, em vez de diminuir, há alturas do ano em que não o interessa o que lemos, desde que ajude a passar o tempo. Era romance e era de um autor que eu conhecia e gostava: para mim era o suficiente.
Damon Angel tinha sido uma leitura difícil e longa e esperava deste livro algo semelhante mas, estranhamente, não foi isso que aconteceu. Sim, ainda é um universo complexo e difícil. Sim, ainda tive problemas para compreender tudo o que se …
Comecei a ler este livro, sem grandes expectativas e com o desejo de querer "despachá-lo". Tinha tido grandes dificuldades na compreensão do Damon Angel e sabia que, quanto mais depressa ultrapassasse este livro (considerado por alguns fãs da saga e mesmo por indicação da autora, difícil), mais depressa poderia apreciar o resto da saga. Isto pode parecer um pouco cruel mas, quando temos uma estante que parece crescer de dia-para-dia, em vez de diminuir, há alturas do ano em que não o interessa o que lemos, desde que ajude a passar o tempo. Era romance e era de um autor que eu conhecia e gostava: para mim era o suficiente.
Damon Angel tinha sido uma leitura difícil e longa e esperava deste livro algo semelhante mas, estranhamente, não foi isso que aconteceu. Sim, ainda é um universo complexo e difícil. Sim, ainda tive problemas para compreender tudo o que se estava a passar. Neste universo há mesmo muito para absorver mas mesmo assim adorei a aventura e o romance de ambos. Acho que teve momentos muito bons!
Não é segredo que Meljean Brook é uma das minhas escritoras favoritas e esta é uma das razões: ela é excelente quando escreve sobre casais interraciais. É muito fácil cair no erro de mencionar a diferença entre os elementos do casal, como admiração ou temor, nos romances românticos. Muitas escritoras até usam isso como tema do romance, o que é perfeitamente plausível. No caso de Savitri e Colin foi apenas um detalhe.
Colin é simplesmente delicioso. Sim, ele é bonito, vaidoso e orgulha-se disso. Savitri tem muitas restrições: a sua etnia e cultura, a sua mortalidade, a sua independência. Colin é quase como um oposto demasiado oposto para que um relacionamento entre ambos seja credível: ele parece acabado de sair de um livro de Oscar Wilde, ela do filme Blade Runner.